A beleza de continuar sendo você
08/09/2026 às 20h29
Ângela Simon
Esteta Cosmetóloga - Formada pela Ulbra
Vivemos em uma época em que a imagem ganhou um espaço enorme nas nossas vidas. Todos os dias somos bombardeados por referências, padrões e tendências que, muitas vezes, acabam nos fazendo acreditar que precisamos mudar cada vez mais para nos sentirmos bonitas, aceitas ou suficientes.
A estética evoluiu, e os procedimentos injetáveis, quando realizados com responsabilidade, conhecimento e bom senso, podem ser grandes aliados para realçar a beleza, melhorar a autoestima e promover um envelhecimento mais saudável e harmonioso. Mas existe uma diferença muito importante entre valorizar a sua beleza e perder a sua essência.
Hoje, vemos cada vez mais rostos que parecem seguir um mesmo padrão: lábios muito volumosos, contornos exagerados, expressões modificadas e uma busca incessante por uma aparência que, muitas vezes, não representa quem aquela pessoa realmente é.
E talvez seja o momento de refletirmos: até onde estamos buscando melhorar e a partir de quando estamos tentando nos transformar em outra pessoa?
Na minha visão, a estética mais bonita é aquela que respeita a individualidade. É olhar para cada rosto como único, compreender sua anatomia, suas características e sua história. É saber que nem tudo precisa ser preenchido, que nem toda ruga precisa desaparecer e que envelhecer também faz parte da nossa identidade.
Os injetáveis não precisam ser sinônimo de exagero. Pelo contrário. Quando bem indicados e aplicados de forma estratégica, podem proporcionar resultados extremamente naturais, preservando movimentos, expressões e, principalmente, a identidade de cada pessoa.
Acredito que o verdadeiro objetivo da estética não deveria ser fazer com que todos pareçam iguais, mas ajudar cada pessoa a se sentir bem sendo quem é.
Que possamos voltar a valorizar o natural. Que possamos entender que beleza não está em seguir uma tendência, mas em encontrar equilíbrio. Que possamos olhar no espelho e ainda reconhecer a nossa própria essência.
Porque, no final, o resultado mais bonito não é aquele que faz as pessoas perguntarem: ‘O que você fez?’
É aquele que faz alguém dizer:
‘Você está linda. Você está radiante. Você está com uma aparência maravilhosa.’ E você sabe que continua sendo você
A estética pode transformar detalhes. Pode suavizar, harmonizar e realçar. Mas nunca deveria apagar aquilo que torna cada pessoa única. A beleza mais bonita é aquela que não tira a sua essência. Apenas revela, com delicadeza, o melhor de você.