Acompanhe a entrevista com a candidata Larissa Junges
Representante da Associação Cultural Campestre (ACC), o Clube Campestre e a Cooperativa de Piscicultores de Salvador do Sul (COPISSUL).
21/10/2026 às 12:09 - Salvador do Sul
Larissa Junges, 20 anos, mora em Campestre Baixo, onde mantém uma relação próxima com a natureza, a família e as tradições locais. Estudante de Ciências Contábeis e funcionária de um escritório de contabilidade, ela divide a rotina entre o trabalho, a faculdade, o curso de alemão, o grupo de danças folclóricas alemãs e a convivência com amigos e familiares. Também dedica tempo à horta de casa e aos animais de estimação. Candidata à escolha das Soberanas de Salvador do Sul para o biênio 2027/2028, Larissa representa a Associação Cultural Campestre (ACC), o Clube Campestre e a Cooperativa de Piscicultores de Salvador do Sul (COPISSUL). O vínculo com as entidades está relacionado à sua trajetória familiar e comunitária. Ela já colaborou em eventos da ACC e do clube e auxilia nas atividades de piscicultura da família.
SOBRE VOCÊ
Conte um pouco sobre você: nome completo, idade, onde mora, o que faz atualmente, estudos, trabalho e principais atividades.
Eu me chamo Larissa Junges e completei 20 anos mês passado. Moro em Campestre Baixo e adoro lá, um lugar muito tranquilo e agradável, ainda mais pelo contato que posso ter com a natureza. Estou cursando o ensino superior em Ciências Contábeis e trabalho em um escritório de contabilidade. As minhas principais atividades fora do trabalho, da faculdade e do concurso são o curso de alemão, o grupo de danças folclóricas alemãs, os almoços em família na casa da minha avó, o tempo de qualidade com meus amigos, a horta de casa e os meus bichinhos de estimação.
CONHECENDO AS CANDIDATAS ATRAVÉS DE OBJETOS
PRIMEIRO OBJETO: BARALHO DE CARTAS
Qual é o primeiro objeto que você escolheu para contar a sua história?
Um baralho de cartas.
De quem é ou como ele chegou até você?
É um presente que ganhei de amigos meus de aniversário.
Qual é a história desse objeto? Existe alguma lembrança, pessoa ou momento importante ligado a ele?
O objeto é novo, porém as histórias que vivi com outros baralhos de cartas são bem mais antigas. Desde as festas de Kerb ou de Natal em casa, em que poderiam acontecer dois jogos simultâneos, um entre os homens e outro entre os primos, até o programa oficial para quando falta luz ou quando chove na praia, sendo que eu sirvo apenas como desculpa para encontrar os amigos e jogar truco ou pontinho. É um objeto que me une a muitas pessoas e a muitas histórias diferentes e, como eu nunca joguei por dinheiro, é pura e simplesmente por diversão.
O que esse objeto revela sobre quem você é hoje?
Acredito que o baralho revela meu apreço pelas pessoas, pelas experiências compartilhadas e pelas pequenas coisas que acabam se tornando grandes lembranças. Gosto de estar com quem amo e de encontrar maneiras simples de aproveitar o tempo juntos. Também demonstra que, para mim, o valor de uma experiência não está no que se ganha com ela, mas nas histórias que construímos, nas risadas e nos vínculos que permanecem. Afinal, são esses momentos que tornam a vida mais significativa.
SEGUNDO OBJETO - SAQUINHO DE SEMENTES DE GIRASSOL
Qual é o segundo objeto e por que você o escolheu?
Um saquinho de sementes de girassol.
Que lembrança ou experiência da sua vida está relacionada a ele?
Lembro-me de acompanhar os meus girassóis crescendo e de receber fotos do crescimento das sementes que entreguei para a minha amiga.
Existe alguém importante na sua vida que esteja representado, de alguma maneira, por esse objeto? Quem e por quê?
Sim, ele representa uma das minhas melhores amizades, porque presenteei minha amiga com as sementes dos girassóis que plantei dois anos antes. Ela, mesmo sabendo que talvez eles não germinassem por causa da idade das sementes, plantou e cuidou deles mesmo assim. Do monte de sementes que eu havia entregado, só uma vingou. E, dessa que germinou e floresceu, ganhei sementes de volta.
Que característica sua esse objeto representa?
Com a história das sementes, posso reconhecer, tanto em mim quanto na minha amiga, a sensibilidade e o otimismo para cultivar algo cujo retorno não era garantido.
TERCEIRO OBJETO - ENFEITE DE CABELO
Qual é o terceiro objeto?
É o enfeite de cabelo utilizado no traje de danças alemãs do grupo do qual faço parte.
O que ele significa para você?
Não é o objeto em si, mas a ação de ter entrado no grupo anos atrás. Fazer parte do grupo me fez muito bem em relação à socialização. Eu era uma pessoa muito fechada, e estar nesse meio me ajudou a me soltar mais.
Existe alguma história especial, engraçada, emocionante ou marcante relacionada a esse objeto?
Quase todo festival traz alguma lembrança. As mais marcantes foram as viagens para Santa Catarina e para Torres com o grupo. São experiências que, sem o grupo, seriam quase impossíveis. E é pela dedicação de cada integrante que somos reconhecidos e convidados para tantos eventos, ano após ano. Algumas pessoas e experiências são passageiras e deixam marcas muito profundas. Isso pode ser positivo ou não, mas o que mais importa é o aprendizado que se leva de cada situação.
Se alguém conhecesse você apenas por meio desse objeto, o que gostaria que essa pessoa entendesse sobre você?
Queria que a pessoa soubesse que é um orgulho vestir esse traje, fazer apresentações incríveis e carregar o nome do município por todos os lugares por onde passo. Toda e qualquer forma de representação é motivo de orgulho, tanto apresentar na maior festa de uma cidade de outro município quanto apresentar em uma festa familiar na minha comunidade.
A CANDIDATA E AS SOBERANAS
O que fez você decidir participar da escolha das Soberanas de Salvador do Sul?
Foi esse mesmo orgulho de levar o nome de Salvador do Sul, que já é exercido pelo grupo, e o orgulho de ter sido convidada e poder representar entidades que são importantes para mim, para minha comunidade e para o município inteiro.
O que significa, para você, representar Salvador do Sul como Soberana?
É transparecer os sentimentos que todos os munícipes têm em relação a Salvador do Sul e poder expor esses sentimentos para outros públicos, assim como tudo o que a cidade tem a oferecer. É mostrar toda a animação, a festa, a hospitalidade, os pontos turísticos, a gastronomia, a história e a cultura que estão presentes em cada lugar e em cada pessoa. Ser Soberana é ser o reflexo da nossa comunidade; representar é servir à festa, às pessoas, à cultura e à história.
Existe alguma lembrança sua relacionada à Festur ou às antigas Soberanas que tenha despertado esse desejo?
Quando era criança, sempre foi algo lúdico que eu admirava de longe. Quando cresci, comecei a perceber toda a dedicação necessária para ser Soberana. É um esforço muito lindo e admirável, principalmente o que vejo na Princesa Kelly, que continua indo a diversos eventos e carrega esse título com orgulho, sem esquecer os próprios interesses, como participar do grupo de danças. Ela consegue conciliar os dois, até mesmo dançando como princesa.
O que você gostaria de levar para a representação do município caso seja escolhida?
Eu gostaria de levar a naturalidade dos munícipes; a hospitalidade e a receptividade demonstradas ao visitar os pontos turísticos; a valorização da história, da cultura e da tradição; e relembrar toda a força e o companheirismo que foram empregados na construção da cidade. Quero ser a representação da comunidade por onde eu passar, ser uma voz que traga inspiração e valorização das suas raízes, do passado, do presente e do futuro de Salvador do Sul.
A ENTIDADE QUE VOCÊ REPRESENTA
Por que você escolheu representar essa entidade?
Escolhi e fui escolhida pelas três entidades por serem da minha comunidade e/ou da minha família, com as quais eu tenho envolvimento. Um comentário que me marcou no convite foi o de um integrante da COPISSUL que me conhece desde criança e disse que, vendo a minha evolução, acredita que eu seria uma boa representante da comunidade. Já trabalhei em eventos da ACC e do Clube. Na piscicultura, ajudo em casa na balança quando retiram os peixes dos açudes ou dos tanques.
O que a convivência com essa entidade ensinou a você?
Todas as entidades me ensinaram a importância do trabalho em conjunto, do sentimento de pertencimento à comunidade e do compartilhamento de experiências. Também me ensinaram a valorizar ainda mais a colaboração e a solidariedade, trazendo um profundo orgulho de fazer parte de um grupo que se une, se esforça, conquista resultados e também celebra suas vitórias, seus momentos de alegria e suas festas.
Existe alguma pessoa dentro da entidade que seja uma inspiração para você? Por quê?
Inspiro-me em todos que trabalham na preparação, durante e após os eventos, mas principalmente no meu pai e na minha mãe, que já assumiram cargos de liderança dentro das entidades, trouxeram a valorização do trabalho para dentro de casa desde cedo e continuam me incentivando.
Qual é a principal contribuição que você acredita que essa entidade oferece à comunidade?
São espaços de integração social, lazer e incentivo à economia, com todas as entidades visando ao bem-estar coletivo, cada uma contribuindo de formas diferentes. Dentro delas, é possível construir uma história da qual cada integrante se orgulhe de fazer parte.
PARA CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE VOCÊ
Qual é uma característica sua que você considera uma qualidade e uma que ainda está aprendendo a melhorar?
Durante o concurso, percebi que a resposta para essas duas questões é a sensibilidade. É muito bom permitir-se sentir e transparecer as próprias emoções, mas é essencial aprimorar o controle sobre elas.
O que poucas pessoas sabem sobre você, mas que ajuda a explicar quem você é?
Que, apesar de ser uma pessoa de poucas palavras, tenho uma força muito grande quando se trata de cuidar de quem e do que amo. Importo-me profundamente com os outros e acredito que pequenos gestos de bondade podem fazer uma grande diferença. Isso pode ser demonstrado não apenas na forma como trato as pessoas, mas também na maneira como levo a vida em geral, cuidando do meio ambiente e dos outros seres vivos não humanos.
Se pudesse definir esta fase da sua vida em uma palavra, qual seria? Por quê?
Oportunidade. Acredito que essa é uma palavra que abrange tudo o que percebo quando reflito sobre o concurso. Penso na oportunidade de conhecer pessoas e lugares, viver experiências, conhecer histórias e me aprofundar na cultura. Também penso no aprimoramento e na superação de alguns desafios durante essa fase.
Que mensagem você gostaria de deixar para a comunidade de Salvador do Sul antes da escolha?
Refleti e gostaria de lembrar a todos, inclusive a mim mesma, que todas as moças são pessoas inteiras antes, durante e depois do concurso. Elas tiveram, desde sempre, uma vida cheia de afazeres, alegrias e pessoas incríveis, e o resultado não define o valor absoluto de ninguém. É importante reconhecer isso para não se sentir abatida caso as coisas não ocorram como desejado. Sempre tivemos coisas que adoramos fazer, pessoas que nos apoiaram e lugares aconchegantes para descansar, e isso não vai mudar. As meninas que forem escolhidas carregarão esse título com muito orgulho e dedicação, levando consigo o sonho das demais e servindo, principalmente, de inspiração.
BATE-PRONTO
Uma música que representa você: Casinha - Armandinho
Um lugar especial em Salvador do Sul: a casa da minha avó
Uma comida que lembra sua infância: sagu de ananas
Uma pessoa que é inspiração para você: Paulo Miranda Nascimento (Divulgador Cientifico)
Um sonho: Cursar veterinária
Um medo: Arrependimento de não tentar
Uma qualidade: Sensibilidade
Um livro ou filme marcante: O Cão e a Raposa
O que não pode faltar em um domingo perfeito: Chimarrão, pipoca e crochê
Uma palavra que define Salvador do Sul para você: Orgulho