Projeto criado por padre de Salvador do Sul leva pão semanal a 66 famílias em Santa Maria
17/08/2026 às 15:10 - Salvador do Sul
Uma padaria comunitária se tornou instrumento de combate à fome e, ao mesmo tempo, de capacitação e geração de oportunidades para famílias da Nova Santa Marta, em Santa Maria. O Projeto Pão da Vida, idealizado e coordenado pelo padre Rogério Schlindwein, atende atualmente 66 famílias cadastradas, que recebem pão semanalmente e também participam das atividades de produção.
A iniciativa nasceu a partir da percepção do sacerdote sobre a insegurança alimentar enfrentada por moradores da comunidade. Com cerca de 35 mil habitantes, a Nova Santa Marta é uma das maiores ocupações urbanas do Rio Grande do Sul. Diante da realidade encontrada, Rogério decidiu criar uma ação que fosse além de uma ajuda pontual.
‘Como padre e como pastor, eu não poderia simplesmente olhar para essa realidade e permanecer indiferente’, afirma.
Uma padaria comunitária se tornou instrumento de combate à fome e, ao mesmo tempo, de capacitação e geração de oportunidades para famílias da Nova Santa Marta, em Santa Maria. O Projeto Pão da Vida, idealizado e coordenado pelo padre Rogério Schlindwein, atende atualmente 66 famílias cadastradas, que recebem pão semanalmente e também participam das atividades de produção.
A iniciativa nasceu a partir da percepção do sacerdote sobre a insegurança alimentar enfrentada por moradores da comunidade. Com cerca de 35 mil habitantes, a Nova Santa Marta é uma das maiores ocupações urbanas do Rio Grande do Sul. Diante da realidade encontrada, Rogério decidiu criar uma ação que fosse além de uma ajuda pontual.
‘Como padre e como pastor, eu não poderia simplesmente olhar para essa realidade e permanecer indiferente’, afirma.
A proposta do Pão da Vida é associar o acesso ao alimento à capacitação. As famílias atendidas participam do trabalho da padaria e aprendem a produzir o pão, tendo contato com um ofício que pode abrir possibilidades de geração de renda.
‘Não dá para dar o peixe, é preciso ensinar a pescar’, resume o padre. Para ele, o projeto busca fazer com que as pessoas atendidas não sejam vistas apenas como beneficiárias de uma doação, mas como protagonistas de suas próprias histórias.
O investimento para transformar a iniciativa em realidade também foi resultado da mobilização da comunidade. A construção da padaria teve custo aproximado de R$ 156 mil, obtidos por meio de doações destinadas à comunidade. Atualmente, a manutenção da estrutura representa uma despesa de aproximadamente R$ 2.500 por mês, também custeada por doações de pessoas e paróquias ligadas ao trabalho.
Entre as contribuições recebidas, Rogério destaca as doações do povo de Salvador do Sul, realizadas por meio da Paróquia Três Santos Mártires e de seu pároco, Pe. Asabido Pedro Ludwig.
O funcionamento da padaria também depende do trabalho de voluntários, que atuam na produção, organização, distribuição e demais tarefas necessárias para a continuidade do projeto. Para o sacerdote, a iniciativa demonstra o resultado que pode ser alcançado quando diferentes pessoas se unem em torno de uma necessidade.
‘Quando uma comunidade se une em torno de uma necessidade, aquilo que parecia impossível começa a se tornar realidade’, afirma.
A proposta do Pão da Vida é associar o acesso ao alimento à capacitação. As famílias atendidas participam do trabalho da padaria e aprendem a produzir o pão, tendo contato com um ofício que pode abrir possibilidades de geração de renda.
‘Não dá para dar o peixe, é preciso ensinar a pescar’, resume o padre. Para ele, o projeto busca fazer com que as pessoas atendidas não sejam vistas apenas como beneficiárias de uma doação, mas como protagonistas de suas próprias histórias.
O investimento para transformar a iniciativa em realidade também foi resultado da mobilização da comunidade. A construção da padaria teve custo aproximado de R$ 156 mil, obtidos por meio de doações destinadas à comunidade. Atualmente, a manutenção da estrutura representa uma despesa de aproximadamente R$ 2.500 por mês, também custeada por doações de pessoas e paróquias ligadas ao trabalho.
Entre as contribuições recebidas, Rogério destaca as doações do povo de Salvador do Sul, realizadas por meio da Paróquia Três Santos Mártires e de seu pároco, Pe. Asabido Pedro Ludwig.
O funcionamento da padaria também depende do trabalho de voluntários, que atuam na produção, organização, distribuição e demais tarefas necessárias para a continuidade do projeto. Para o sacerdote, a iniciativa demonstra o resultado que pode ser alcançado quando diferentes pessoas se unem em torno de uma necessidade.
‘Quando uma comunidade se une em torno de uma necessidade, aquilo que parecia impossível começa a se tornar realidade’, afirma.
De Salvador do Sul para diferentes comunidades
A atuação junto às famílias em situação de vulnerabilidade faz parte da trajetória pastoral de Rogério. Natural de Linha Comprida, em Salvador do Sul, ele foi ordenado sacerdote em 2012 e iniciou seu ministério como vigário paroquial na Paróquia São João Batista (Catedral), em Montenegro.
Posteriormente, exerceu seu ministério durante seis anos em Bom Princípio, onde ficou conhecido pela comunidade. Há quatro anos, atua na Paróquia São João Evangelista, em Santa Maria, onde é pároco e desenvolve o Projeto Pão da Vida.
Para Rogério, a experiência também deixa uma mensagem para outras comunidades que enfrentam situações de fome e vulnerabilidade. Segundo ele, é preciso não se acostumar com a fome e buscar respostas a partir das necessidades de cada localidade.
Ele destaca que nem toda comunidade terá condições de construir uma padaria, mas pode desenvolver outras iniciativas, como cozinhas comunitárias, hortas, grupos de apoio ou oficinas.‘O pão que repartimos alimenta o corpo, mas o gesto de solidariedade também alimenta a esperança. E é essa esperança que precisamos manter viva em nossas comunidades’, conclui.
De Salvador do Sul para diferentes comunidades
A atuação junto às famílias em situação de vulnerabilidade faz parte da trajetória pastoral de Rogério. Natural de Linha Comprida, em Salvador do Sul, ele foi ordenado sacerdote em 2012 e iniciou seu ministério como vigário paroquial na Paróquia São João Batista (Catedral), em Montenegro.
Posteriormente, exerceu seu ministério durante seis anos em Bom Princípio, onde ficou conhecido pela comunidade. Há quatro anos, atua na Paróquia São João Evangelista, em Santa Maria, onde é pároco e desenvolve o Projeto Pão da Vida.
Para Rogério, a experiência também deixa uma mensagem para outras comunidades que enfrentam situações de fome e vulnerabilidade. Segundo ele, é preciso não se acostumar com a fome e buscar respostas a partir das necessidades de cada localidade.
Ele destaca que nem toda comunidade terá condições de construir uma padaria, mas pode desenvolver outras iniciativas, como cozinhas comunitárias, hortas, grupos de apoio ou oficinas.‘O pão que repartimos alimenta o corpo, mas o gesto de solidariedade também alimenta a esperança. E é essa esperança que precisamos manter viva em nossas comunidades’, conclui.