STF discute caso Master em sessão marcada por divergências internas
15/09/2026 às 19:43 - Salvador do Sul
O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou nesta terça-feira (15) uma sessão extraordinária para analisar se deve ser aberta investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes a partir de elementos reunidos pela Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. É a primeira vez que a Corte delibera sobre a possibilidade de investigar formalmente um de seus próprios integrantes.
A sessão foi marcada por divergências entre os ministros sobre a condução dos processos. Gilmar Mendes e Flávio Dino defenderam que os procedimentos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça fossem analisados conjuntamente e questionaram a atuação de Edson Fachin na relatoria. Fachin sustentou que os autos foram encaminhados à Presidência do STF e que cabe ao plenário decidir sobre a matéria.
Durante a sessão, Kassio Nunes Marques declarou-se impedido e Dias Toffoli declarou-se suspeito, ambos deixando de participar da votação. Toffoli justificou a decisão por motivo de foro íntimo.
Na retomada dos trabalhos, os ministros passaram a discutir se os casos de Moraes e Mendonça deveriam permanecer separados. Até o momento, houve votos nos dois sentidos e Flávio Dino pediu vista em uma das questões, interrompendo a definição. O julgamento de questões relacionadas a Mendonça foi indicado para 23 de setembro.
O caso teve origem na divulgação de relatório da PF contendo mensagens atribuídas a Vorcaro e Moraes. O ministro nega irregularidades e classificou o relatório como ilegal e inconstitucional. A análise desta terça-feira não representa julgamento de culpa, mas trata da possibilidade de aprofundamento da apuração.