Veja em mapas as regiões que terão mais chuva e vento pelo ciclone

25/09/2023 às 11:50 - Salvador do Sul

A MetSul Meteorologia alerta que a formação de um ciclone extratropical, que não será intenso, reforçará ainda mais a instabilidade no Rio Grande do Sul. O aprofundamento da baixa pressão que dará origem ao ciclone gerará chuva intensa e tempestades no estado gaúcho. Já a frente fria que se organizará a partir do ciclone pode provocar chuva forte e tempestades entre o Norte gaúcho e o Paraná.

O ciclone se formará a partir de uma área de baixa pressão atmosférica que vai avançar do Paraguai e do Nordeste da Argentina nesta terça-feira para o Sul do Brasil. A baixa pressão se aprofundará, caindo a valores abaixo de 1000 hPa, e ao atingir o oceano dará origem a um ciclone extratropical que não será intenso e não pode ser comparado aos de junho e julho.

 

O momento mais crítico no Rio Grande do Sul será esta terça, quando a baixa pressão profunda estiver em migração do Oeste para o Leste entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, gerando chuva intensa em várias regiões gaúchas e temporais. Na quarta, o sistema estará sobre o mar como ciclone e a circulação ciclônica ainda traz chuva nas Metades Norte e Leste do estado gaúcho, mas com volumes menores. Será quando a frente fria avançará por Santa Catarina e o Paraná, com maior intensidade no território catarinense.

Veja em mapas as regiões que terão mais chuva e vento pelo ciclone
Veja em mapas as regiões que terão mais chuva e vento pelo ciclone

Na quarta, com o ciclone na costa, a área da Lagoa dos Patos, o Sul da Grande Porto Alegre, Leste da Serra Gaúcha, Litoral gaúcho, Planalto Sul Catarinense e a costa catarinense podem ter, em média, rajadas entre 60 km/h e 80 km/h, mas com picos de 80 km/h a 90 km/h em alguns setores da orla e até de 100 km/h ou mais nas montanhas da Serra do Mar. Haverá queda de árvores e prováveis cortes de energia.

O vento Sul preocupa muito na área de Porto Alegre porque deverá ser intenso (70 km/h a 90 km/h) no setor Norte da Lagoa dos Patos, represando fortemente o Guaíba horas depois de muita chuva na área da capital. A MetSul considera extremamente preocupante o cenário do Guaíba. O nível segue muito alto e atingia na manhã desta segunda 2,75 metros, terceira maior desde a enchente de 1941. Com chuva volumosa na capital, aumento de vazão de raios, represamento pelo nível muito alto da Lagoa dos Patos e represamento adicional por vento Sul intenso no meio da semana, a cheia do Guaíba pode evoluir para cotas muito crítícas. O risco de atingir os 3,00 metros da cota de transbordamento no Cais Mauá (Centro) não é descartado.